03 de fevereiro de 2026 · 5 min de leitura
CDB: como funciona e quando vale a pena
Descubra as diferenças entre CDBs prefixados, pós-fixados e híbridos.

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um título emitido por bancos para captar recursos: na prática, você empresta dinheiro à instituição financeira em troca de uma remuneração combinada previamente. É um dos investimentos de renda fixa mais populares no Brasil, principalmente por ser simples de entender e contar com garantia do FGC.
Os três tipos de CDB
Prefixado: a taxa de retorno é definida no momento da aplicação (ex: 12% ao ano) e não muda até o vencimento, independentemente do que acontecer com a Selic.
Pós-fixado: a remuneração é atrelada a um indexador, geralmente um percentual do CDI (ex: 105% do CDI). É o tipo mais comum, porque acompanha automaticamente as mudanças na taxa básica de juros.
Híbrido: combina uma taxa fixa com um indexador de inflação (ex: IPCA + 6% ao ano), protegendo o poder de compra do valor investido ao longo do tempo.
A garantia do FGC
CDBs contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até o limite de R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira, com teto global de R$ 1 milhão renovável a cada 4 anos. Essa garantia é um dos motivos que tornam o CDB uma opção mais segura do que muitos investidores imaginam, mesmo em bancos menores — desde que o valor aplicado respeite os limites de cobertura.
Liquidez: diária ou no vencimento
Existem CDBs com liquidez diária (o dinheiro pode ser resgatado a qualquer momento) e CDBs com liquidez apenas no vencimento, que costumam pagar taxas mais altas como compensação por essa menor flexibilidade. A escolha depende de quando você efetivamente vai precisar daquele dinheiro — usar um título de vencimento longo para a reserva de emergência é um erro comum.
Quando vale a pena
Um CDB costuma valer a pena quando a taxa oferecida supera com folga o CDI (para pós-fixados) ou quando a taxa fixa contratada é atrativa frente ao cenário de juros esperado para o período (para prefixados e híbridos). Vale sempre comparar a rentabilidade líquida — já descontado o Imposto de Renda regressivo — com outras opções de renda fixa, como Tesouro Direto e LCIs/LCAs isentas de IR, antes de decidir.
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